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Santana: Comércios centenários e ótima localização para investimento

17 de fevereiro de 2021

Santana: Comércios centenários e ótima localização para investimento

Variedade de negócios e gerações da mesma família: saiba tudo sobre Santana ser o alvo para investimento

Inaugurada em 1904 a loja de aviamentos Agulha de Ouro é o estabelecimento mais antigo em atividade no bairro. Há 15 anos na Rua Salete, funcionou durante um século na Voluntários da Pátria. A arquiteta Alessandra Carvalho, 50, na foto, toca o endereço, que é da família do marido, Valter Alves, 63. A esposa é quem tomou as rédeas do endereço, já que Valter enfrenta problemas de saúde. Engenheiro agrônomo, ele começou a se dedicar exclusivamente ao comércio há 18 anos, quando sua mãe se aposentou do negócio da família. “Eu falei: não pode acabar, tem de continuar”, lembra. “Meu público é todo idoso. Elas vão para bater-papo”, diz Alessandra. “É gente que chega e fala que fez ali o enxoval da neta, bisneta. Tudo com coisas compradas na Agulha de Ouro”, se orgulha a arquiteta.

Foto de Alexandre Battibugli para Veja SP

A partir da década de 1920, os armênios começaram a construir sua comunidade pela capital, depois de fugir do genocídio provocado pelos vizinhos turcos. “No início, se instalaram perto do Mercado Municipal e no Imirim, onde tinha a única igreja para os colonos na época”, conta o editor do portal Estação Armênia, Armen Pamboukdjian. Segundo ele, a comunidade se desenvolveu por ali e aqueles com melhores condições financeiras se espalharam por Santana, em regiões como Alto de Santana e Santa Terezinha. “Eles queriam continuar por perto, mas em uma área mais nobre.” Na Zona Norte como um todo, organizaram uma “pequena Armênia”, com escolas, confecção de sapatos, tradição antiga dos armênios que se manteve por aqui, e gastronomia. Yeran Habibian, de 55 anos, morava na Síria, para onde sua família se mudou com a diáspora. Conheceu seu marido, Hagop, e se casou em quinze dias. Duas semanas depois, estava em Santana. Já são 35 anos no bairro. “Não sabia nada daqui. Mas quando cheguei a comunidade inteira me ajudou, até para aprender a língua”, diz. “Aqui, todos são considerados primos. Tem ‘ian’ no nome é armênio.” Foi com essa família que iniciou na gastronomia. “Comecei atendendo amigos em casa e esses foram chamando outros e mais outros. Quando me dei conta, tinha 50 pessoas na minha sala”, diz. O espaço, Yeran Culinária Armênia, veio em seguida. “Os clientes são fieis, a gente senta para conversar, faz festa. Todo mundo se conhece e é uma delícia.”

Foto de Alexandre Battibugli para Veja SP

Foi na escola que a estudante de moda Isabela Caritás, 21 anos, na foto abaixo, começou sua empreitada nos negócios. Quando tinha 14, decidiu revender roupas de marcas para as amigas do colégio Salesiano. “Antes, eu ia à Rua 25 de Março, comprava muitas coisas e oferecia para as meninas de Santana porque sabia que elas não iriam para lá”, conta. Primeiro ocupou um armário do quarto. Depois, optou por fazer uma confecção com as suas próprias criações e as peças passaram a dominar mais de uma área da casa. Logo, veio a decisão de abrir um estoque que também virou seu showroom. “As meninas queriam vir aqui experimentar, não adiantava ter só as vendas pela internet.”

Segundo ela, 70% das clientes, em sua maioria com idades entre 14 e 25 anos, que marcam horário para visitá-la são do bairro. Para Isabela, quem é “Santana raiz” prefere consumir pela Zona Norte e arregala os olhos se tiver de atravessar a ponte. “Eu pretendo abrir showroom nos Jardins, mas não deixo aqui por nada. Eu comecei por causa dessas meninas.” O empresário Guilherme Falconi, 24 anos, também não pensa em montar sua hamburgueria, a Vegas Burger Beer, em outro local. Só se for uma nova unidade. Da Freguesia do Ó, o rapaz ouviu dos tios, moradores de Santana, que haveria um público para ele. “Fui várias vezes aos Estados Unidos e queria trazer um ambiente inspirado no interior do Tennessee”, conta. Há quatro anos à frente do empreendimento, além dos sanduíches, ele atraiu a turma fiel ao restaurante pelas lembranças. Instalou máquina de pinball e jukebox. Uma dificuldade para ele é a inovação, principalmente no cardápio. “São clientes que prezam pela tradição. Às vezes eu quero mudar um ingrediente, que não vai alterar o hambúrguer, mas que fica mais bonito em uma foto de Instagram, e não posso porque vão reclamar”, diverte-se. “Foi assim quando eu tirei a maionese branca das mesas, porque estava sendo muito desperdiçada.”

Foto de Alexandre Battibugli para Veja SP

O Colégio Imperatriz Leopoldina foi construído para atender parte da colônia alemã que havia se instalado na Zona Norte da capital, em 1923. “Antes, para estudar, tinha de ir para o centro, no Porto Seguro, que era o único alemão”, conta Elvira Beck, de 85 anos. Nascida e criada em Santana, ela estudou na escola na década de 40. “Eu me lembro que, na época da Segunda Guerra, não podíamos falar a língua na frente da escola, com medo de que batessem na gente.” Conheceu o marido, João Ricardo Beck, por causa do CIL (apelido que os alunos deram à instituição), quando ele, morador da Zona Sul, fez um passeio por lá para divulgar os trabalhos do grêmio estudantil da comunidade. Beck, o patriarca, se tornou diretor da mantenedora do colégio nos anos 60 e foi o principal responsável pela expansão do espaço — de noventa alunos passou a 1 200. A filha Elvira, 55 anos, foi uma das primeiras alunas a entrar no colegial recém-formado (hoje ensino médio) e a linhagem se manteve. Ellen, a neta, ingressou nos anos 80 e agora, são seus filhos, Erick, de 7 anos, e Vivian, de 4, que correm pelos corredores. Segundo elas, a comunidade da área sempre ajudou muito na manutenção e desenvolvimento da instituição. “São sempre festas bem animadas. Tempos atrás, tinha até chope para os pais. Hoje já não podemos mais.”

Foto de Alexandre Battibugli para Veja SP

Santana acaba absorvendo outras “nacionalidades” da Zona Norte. “Quando eu morava no Lauzane Paulista, fui celebrar um casamento fora da região e me perguntaram de onde eu era. Falei Santana! E, mesmo assim, tinha gente que não conhecia”, diz o padre José. O fenômeno se repete com outros bairros: Imirim, Mandaqui, Água Fria. Se perguntar, moram em Santana, o centro da ZN. “Meu Deus, se você não conhece Santana, não conhece São Paulo!”

R$ 588.076,00 é o valor médio de um apartamento no bairro. Mais barato que Pinheiros R$ 1,06 milhão e mais caro que Santa Cecília R$ 534.120,00.

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Para ler o texto na íntegra, clique aqui.

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